segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Veneza exibe filmes sobre drama da imigração e dependência de sexo

Festival de cinema chega ao seu quinto dia de competição
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Getty Images
Première de "Terraferma" no Festival de Veneza
Première de "Terraferma" no Festival de Veneza
Veneza - O Festival de Cinema de Veneza mostrou neste domingo, quinto dia de competição, sua faceta mais séria com dois filmes sobre o drama da imigração ilegal em "Terraferma" ("Terra Firme", na tradução livre) e sobre a dependência de sexo em "Shame" ("Vergonha", na tradução livre).
Este último ratifica o britânico Steve McQueen como o excelente diretor que ficou conhecido em 2008 com "Hunger" e que repete a parceira com o alemão Michael Fassbender, que dá vida a Brandon, um viciado em sexo que procura relações esporádicas com prostitutas, mulheres que conhece em bares ou através de internet.
"'Hunger' era um filme político, e 'Shame' também é (....). Conta a história de um homem livre e de como o excesso de liberdade pode te deixar encarcerado no final", declarou o diretor.
Neste caso a prisão é o sexo, mas é algo que pode ser aplicado a qualquer outra dependência, como drogas ou o jogo, explicou McQueen na entrevista coletiva de apresentação do filme que concorre ao Leão de Ouro.
Um filme que não teria saído do papel sem Fassbender, como reconheceu o diretor, que qualificou sua colaboração de "incrível".
Sobre seu trabalho, o ator alemão - que no sábado apresentou também "A Dangerous Method", de David Cronenberg - quis minimizar a importância das várias cenas de sexo do filme. "O mais importante é que todo mundo envolvido se sinta bem, de modo que não tenhamos que fazer muitas tomadas", considerou.
E frente à frieza de "Shame", há o drama e a paixão italiana de "Terraferma", de Emanuele Crialese. Uma história sobre a hipocrisia com a qual todos enfrentamos o problema da imigração ilegal.
Em uma pequena ilha da Sicília, onde seus habitantes sobrevivem a duras penas com a pesca e a visita de turistas, a chegada de imigrantes ilegais em uma balsa representa um dilema moral entre a necessidade de ocultá-los dos turistas e a de ajudá-los, como manda a lei do mar.
Um filme que o diretor começou a pensar quando em 2009 leu uma notícia sobre uma balsa que passou três semanas à deriva sem que nenhum navio ajudasse as 79 pessoas que estavam a bordo e das quais 73 morreram.
Uma das sobreviventes, Timnit T. representa no filme a uma dessas pessoas que se lança em uma viagem com poucas possibilidades de sucesso para poder conseguir uma vida melhor.
"Vi sua foto no jornal, com um montão de gente a seu redor. Tinha atravessado um inferno. E tinha um olhar, um sorriso, de uma pessoa que parecia ter chegado ao paraíso", disse Crialese.
O diretor conseguiu localizá-la meses depois e inventaram juntos uma história que funcionasse no cinema. Um filme que tenta lançar um raio de esperança sobre o tema, mas que não cai na complacência.
Fonte: Exame

10 lições sustentáveis que o Japão pode ensinar ao Brasil





Morei no Japão por mais de 10 anos e, graças a essa experiência, tive a oportunidade de aprender muito sobre a cultura e o respeito ao meio ambiente, assuntos que no Brasil, na época, não eram comentados. 

A primeira coisa que aprendi ao desembarcar no Japão foi fazer a separação do lixo. Assim que me instalei no apartamento, o síndico do prédio me trouxe um folheto explicando como se faz a separação do lixo e os dias da coleta, também me presenteou com pacotes de saco de lixo de cores diferentes, um para cada tipo de lixo.

O folheto era impresso em três idiomas: japonês, inglês e espanhol. Assim, não tinha desculpa para não separar o lixo corretamente. Ao retornar ao Brasil, notei o quanto estamos atrasados em questão de sustentabilidade. Não é por falta de informação, mas sim consciência e educação nas questões ambientais.

Citaremos abaixo algumas lições de sustentabilidade, que fazem parte do cotidiano do povo japonês.

1) Coleta seletiva de lixo 




O lixo é corretamente separado, sendo um saco de lixo de cor diferente para cada tipo de lixo. Ex: branco – plástico; preto – lixo de cozinha; azul – latas e vidros. As crianças aprendem desde pequenas na escola a fazer a separação.

O Japão é um dos países que mais recicla lixo no mundo. Dados da prefeitura de Tokyo dão conta que, no ano de 2007, o Japão reciclava em torno de 80% do seu lixo. A partir dessa data inicia-se uma campanha em todo o país intitulada “gomi zero” (lixo zero). O objetivo é diminuir todo o lixo que for possível, tanto doméstico como industrial.

Os principais tópicos da campanha são:
Não compre artigos que você acabará jogando fora mais tarde;
Use artigos que podem ser reutilizados muitas vezes;
Separe seu lixo cuidadosamente e recicle artigos que são reutilizáveis.


2) Destino correto do lixo 



Não adianta separar direito o lixo se não existe um local adequado para o despejo. A separação correta do lixo facilita a destinação correta, o lixo é enviado para usinas de tratamento onde é separado por categoria e depois encaminhado para as indústrias onde será reaproveitado.

O lixo que não é reciclado vai para os incineradores, produzindo monóxido de carbono (CO). O monóxido de carbono, por sua vez, apresenta poder calorifico, isto é, pode ser queimado para gerar energia.

3) Utilização de fontes de energia renováveis 




As grandes empresas japonesas já utilizam em suas plantas equipamentos que fazem uso de energia eólica ou solar. E as residências que instalarem o sistema de energia solar terão subsídios do governo com prazos mais longos de pagamento do equipamento, que ainda é bem caro.

Dependendo das condições da natureza, se a empresa ou residência captou mais energia que o seu consumo no mês, a empresa de energia local compra esse excedente, gerando lucro para quem tem o sistema instalado.

4) Utilização de novas fontes de combustível automotivo 



No Japão, há vários anos já se utiliza o veículo híbrido, movido à gasolina e energia elétrica. São veículos de luxo, espaçosos e com grande autonomia. A bateria é recarregada em uma tomada comum em casa.

Como o carro elétrico ainda tem um custo mais elevado que o convencional, o governo concede subsídios atraentes para empresas que usam muito os automóveis, como vendedores e profissionais que prestam assistência técnica, por exemplo.

5) Economia de água e energia 




As crianças aprendem na escola a ter consciência do uso correto da água e energia elétrica. É raro ver alguém lavando a calçada ou o carro com mangueira – isso é considerado desperdício –, o carro é lavado nos postos de gasolina e nos lava-rápidos, e as ruas são tão limpas que nem é preciso lavar a calçada. Todas as lâmpadas de casa são fluorescentes, bem mais econômicas.

Os lava-rápidos do Japão não têm nenhum funcionário, você coloca seu carro no box, põe algumas moedas, mais ou menos 5 reais, e a máquina lava o carro. No interior do lava-rápido existem grandes ralos onde toda água usada é captada e vai para reservatórios onde é tratada e reutilizada.

6) Respeito ao meio ambiente 




As ruas são impecavelmente limpas, não existem garis, pois todos respeitam e seguem as normas, não jogando lixo nas ruas. Um domingo por mês os moradores do condomínio ou do quarteirão fazem um mutirão de limpeza, fazendo uma faxina na rua onde moram. Os rios são todos limpos, e nos fins de semana as pessoas praticam esportes aquáticos e pescaria.

7) Preferência pelo transporte coletivo 



As cidades japonesas são dotadas de um excelente sistema de transporte coletivo, com trens, metrôs, ônibus e, em algumas cidades do interior, o bondinho. Também se utiliza muito a bicicleta para quem trabalha ou estuda perto de casa. O carro é usado somente nos finais de semana.

8) Preocupação com a poluição 



Nas grandes cidades, foi proibido o tráfego de veículos movidos a óleo diesel. Os caminhões não podem entrar nas áreas metropolitanas, somente veículos leves de carga, elétricos ou movidos à gasolina.

9) Uso da tecnologia em favor do meio ambiente 



O governo, preocupado com as questões ambientais, concede incentivo às indústrias para que desenvolvam produtos ou métodos de sustentabilidade.Um equipamento que me despertou interesse é um processador de lixo doméstico.

Possui o tamanho e o formato de uma lixeira, e todos os restos de alimentos são depositados nesse aparelho. Depois que o processador está cheio, é adicionado um produto que faz o processo de transformação do lixo em adubo. O processo é bem rápido e em poucos dias se obtém um fertilizante de ótima qualidade, que é utilizado nos jardins, nas pequenas plantações e nas hortas de escolas e residências.

10) Casas sustentáveis 




As novas casas com arquitetura moderna são dotadas de sistemas de economia de energia elétrica, com sensores de presença, que fazem com que as luzes se apaguem quando não há ninguém no ambiente. Também são instalados reservatórios para captação de água da chuva, utilizada para regar as plantas do jardim e descarga para o banheiro.
Lições a serem aprendidas

Essas 10 lições são medidas simples que podem facilmente ser implantadas no Brasil inteiro. O que ainda falta para a maioria dos brasileiros é a conscientização de que somente nós mesmos poderemos mudar essa situação.

Sobre o autor:

Clovis Akira ( @clovisakira ) Contabilista, Corretor de Imóveis, Articulista do Jornal Sete e admirador da cultura japonesa. Site: http://ca-igarashi.blogspot.com/

Profissão de 'caçador de meteoritos' é ainda pouco conhecida



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DA EFE
Eles percorrem o planeta em busca de fragmentos de matéria cósmica que caem na superfície da Terra. São os "caçadores de meteoritos", uma tarefa à qual se dedicam poucas pessoas no mundo, entre elas o espanhol José Vicente Casado.
"Encontrar meteoritos é minha forma de viver, esse é meu trabalho", diz ele, que em entrevista à agência de notícias Efe quis "desmitificar" algumas das lendas que circulam sobre estas rochas do espaço.
"As pessoas veem continuamente meteoritos por todas as partes e pensam que são enormes, que um vai cair em cima de nós e vai nos extinguir", resume.
Na sua opinião, achar um meteorito é "algo extraordinário". Uma estrela que é vista no horizonte dá a impressão de que está perto, mas pode cair a milhares de quilômetros de distância.
Casado, que é da província de Leão, está há mais de 15 anos "caçando" meteoritos e tem uma coleção de aproximadamente 120 peças --a mais completa da Espanha. Ele estima que no mundo não deve haver mais do que 20 pessoas que tenham a mesma profissão que ele.
Sua rotina habitual de trabalho consiste em se deslocar a zonas desérticas da África e da América do Sul, onde é mais fácil perceber a presença dos meteoritos, uma vez que não existe vegetação que os escondam.
No entanto, ele também já os encontrou na Espanha, como na província de Palência, em 2004, em uma região montanhosa, circunstância que dificultou sua busca.
O maior pesava meio quilo, mas o habitual é que sejam pequenos, explica, porque um meteorito explode quando entra em contato com a atmosfera e provoca uma espécie de chuva de pedras.
Casado assinala que todos os dias caem entre 20 toneladas e 40 toneladas de pó cósmico na superfície da Terra, embora a média de meteoritos propriamente ditos fica limitada a 20 por ano.
Sobre o custo da atividade, Casado ressalta que, para ele e seus companheiros de expedições, a despesa não é muito elevada. Eles viajam com restrição de gastos e dormem ao relento se preciso.
As peças recolhidas por Casado são usadas em exposições ou doadas a institutos científicos para estudo, o que pode acabar tendo "mais valor", diz, do que se as vendessem.

Fonte: Folha ciencia

Os insetos sentem dor?



Sim, pelo menos se entendermos a dor como um desconforto físico provocado por fatores ambientais. "Os insetos possuem terminações nervosas similares às que nós, humanos, temos. Por isso, é razoável supor que eles possuem algum tipo de percepção sensorial equivalente ao que nós chamamos de dor. Além disso, o animal é capaz de fazer uma aprendizagem de esquiva, afastando-se de algo que lhe causa desconforto", afirma o fisiologista Gilberto Xavier, da USP. Só não dá para afirmar que essa dor é igual à nossa, uma vez que os homens têm um tipo de consciência diferente da dos insetos. As estruturas sensoriais desses pequenos animais estão distribuídas em várias partes de seu esqueleto. Os insetos possuem ainda mecanismos de bloqueio de dordiferentes e mais eficientes que os dos humanos. Graças a esses mecanismos, uma barata continua a andar mesmo depois de ter uma perna arrancada. Algo parecido ao que ocorre com um soldado que continua lutando no calor de uma batalha e somente depois percebe que foi ferido.
Fonte: Mundo estranho 

Pompéo: carro elétrico, poluição zero



Você conhece o projeto Pompéo, o primeiro carro elétrico brasileiro? Idealizado pela Copel, este veículo elétrico foi lançado com um design exclusivo: espaço para apenas duas pessoas e três rodas, projetada para facilitar a estabilidade e deixa-lo mais leve.
O objetivo desta iniciativa é oferecer transporte urbano livre de poluição atmosférica. Estes carros podem ser abastecidos dentro de casa ou através de painéis solares. Uma carga completa (de oito horas) pode garantir autonomia de até 200 km. (Em subidas esse valor pode cair um pouco). Outro fato interessante é que o veículo não deve passar dos 90 km/h, garantindo mais segurança no trânsito.
Segundo Carlos Motta, um dos idealizadores, este veículo de design moderno e atraente poderá ser comercializado por R$35 mil ou menos, com os prometidos incentivos federais como a redução do IPI e estaduais com redução em ICMS e IPVA.
As vantagens são numerosas tanto para o consumidor, que não irá gastar tanto dinheiro com a gasolina, quanto para o meio ambiente. Para saber mais informações: http://www.triciclopompeo.com.br.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Astrônomos descobrem planeta de diamante


National Geographic Brasil
Espaço - 01/09/2011
Astrônomos descobrem planeta de diamante
Constelação de Serpente, onde está localizado o planeta recém-descoberto – Foto: Nasa/Divulgação

Guilherme Lorenzetti

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou a descoberta de um planeta provavelmente composto por diamantes. A descoberta foi anunciada na última sexta-feira (26) pela Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO). 

O planeta foi descoberto após a observação de um pulsar (uma estrela de nêutrons com forte campo gravitacional, tamanho pequeno e alta densidade). Os pesquisadores notaram que os sinais do pulsar eram alterados por uma força gravitacional de um possível planeta. Estas estrelas giram sobre o seu próprio eixo centenas de vezes por segundo emitindo ondas radioatividade, que podem ser identificadas por telescópios. Este pulsar, em específico (batizado de J1719-1438), vinha sedo monitorado por telescópios da Austrália, Grã-Bretanha e Havaí, o que possibilitou a descoberta do "precioso" planeta.  


O novo planeta possui quase a mesma massa de Júpiter, mas com densidade 20 vezes maior. O corpo celeste é formado principalmente por carbono que, por ser mais denso, deve estar no estado cristalino - ou seja, é de diamante. A descoberta foi descrita como um "diamante que orbita uma estrela" pelo professor Matthew Bailes da Universidade Swimburne de Melbourne, na Austrália, líder do grupo que conduziu os estudos.

O novo planeta está a 4000 anos luz da Terra, mais precisamente localizado na Constelação Serpente. Ele demora cerca de duas horas e dez minutos para orbitar o pulsar. Para saber mais detalhes, veja o artigo publicado na revista científica Science .

Fonte :

National Geographic Brasil